Fundada no Japão em 1º de janeiro de 1935 por Mokiti Okada, a Igreja Messiânica Mundial tem como principal objetivo a construção do Paraíso Terrestre – ou seja, um mundo isento de doenças, miséria e conflitos. Mais próxima de uma filosofia de vida do que de uma religião – é possível ser messiânico, no sentido de entendimento do mundo, e praticante de candomblé, por exemplo -, a Igreja se baseia em três alicerces para a construção desse paraíso: a crença no Deus Supremo, a apreciação do belo e da natureza e a alimentação natural, sem agroquímicos.
Por isso a Korin existe. Para ser membro da Igreja, alimentar-se de forma saudável é uma condição básica. Assim como os alimentos kosher nasceram para servir à filosofia judaica e os produtos halal à muçulmana, a Korin foi criada no Brasil em 1994 – 39 anos após a Igreja desembarcar no país – para atender aos messiânicos, hoje na casa de 1,5 milhão de pessoas.
O nome Korin (lê-se Kô-rin, ou anéis de luz, em japonês) é cedido a grupos alinhados com a agricultura natural vinculados à Igreja. Além do Brasil, há a Afrikorin, em Angola, e a Koorin, na França.
O apelo a uma alimentação sem agroquímicos, antibióticos e promotores de crescimento em aves arregimentou novos consumidores no país. A comunidade messiânica tornou-se minoria: 1% de sua cartela de clientes. Para a Igreja, a Korin formatou clubes de compras sociais, nos quais um pool de messiânicos fecha pedidos em volumes maiores com preços direto do produtor.
Todo 15 de junho, os messiânicos reúnem-se no templo Solo Sagrado, em Parelheiros (SP), para o culto à revelação de seu fundador. Hoje, portanto, é dia de renovação na Korin: a luz espiritual aumenta, exacerbando o bem de cada um. O culto terá transmissão ao vivo para as 50 igrejas messiânicas do Brasil e 630 Johrei Centers, pontos de encontro para exercer a doutrina.
Fonte: Valor